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5 de maio de 2026Média de preços para o Dia das Mães sobe abaixo da inflação geral, diz FecomercioSP
Os consumidores perceberão um cenário de preços médios mais favorável nas compras dos Dia das Mães deste ano. De acordo com um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), os produtos tradicionais para a data registraram uma alta média acumulada de 2,89% em 12 meses. O porcentual ficou abaixo da inflação geral do País (4,37%) e também menor do que o observado no mesmo período do ano passado, quando a variação registrada foi de 4% [tabela 1].
O levantamento foi realizado a partir dos dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A FecomercioSP selecionou uma cesta de 38 itens que tradicionalmente são procurados nesta época do ano. De acordo com a análise da Entidade, o comportamento dos preços dessa lista é relativamente equilibrado, com variação abaixo da inflação geral.
[TABELA 1]
Inflação Dia das Mães — % acumulado até março
Fonte: IBGE/FecomercioSP

Dentre os produtos, as joias se destacam com a variação mais alta da cesta de 2026, com aumento de 26,81% — após já terem registrado alta expressiva de 32,54% entre 2024 e 2025. Esse encarecimento se deve à valorização do ouro no mercado internacional, estimulada por incertezas geopolíticas e tensões comerciais. A prata e as bijuterias seguiram a mesma tendência de alta; embora esta última seja mais acessível, o aumento de 10,48% também é relevante.
Os consumidores que pretendem presentear com flores naturais devem pagar, em média, quase 12% a mais do que no mesmo período do ano passado. Outros itens que também apresentam variações acima da inflação média da cesta são os produtos para cabelo (9,74%) e os livros não didáticos (6,74%).
Aqueles que gostariam de presentear com itens de vestuário e calçados também deverão desembolsar mais, embora as variações tenham sido mais moderadas. As sandálias (6,25%) registraram a maior alta, seguidas por blusas (3,47%) e vestidos (2,22%), que apresentaram aumentos intermediários. Nesse segmento, a menor variação foi observada nas saias (1,7%).
Por outro lado, os eletrodomésticos e eletrônicos contribuíram para reduzir a média da cesta, graças à valorização do real frente ao dólar. Esse movimento diminui os custos da importação tanto de insumos quanto de produtos finais, permitindo preços mais baixos ao consumidor. É o caso do ar-condicionado, que lidera as quedas, com recuo de 12,17%, seguido por refrigeradores (-8,16%), ventiladores (-7,24%) e fogões (-6,48%).
A Entidade enfatiza que a cesta reflete uma média, e não um comportamento uniforme de preços. Por isso, é importante realizar pesquisa prévia, comparar condições de pagamento e manter atenção ao orçamento doméstico a fim de evitar desequilíbrios financeiros.
(Fonte: FecomercioSP)