Página inicial Média de preços de presentes para o Dia dos Pais ficam 4,09% mais caros, mas abaixo da inflação geral, diz FecomercioSP

Média de preços de presentes para o Dia dos Pais ficam 4,09% mais caros, mas abaixo da inflação geral, diz FecomercioSP

Por Mogi Guaçu clock 06 de agosto de 2026

Sincomercio projeta crescimento de 1% nas vendas do Comércio, em razão da demanda amena da data

O cenário econômico atual favorece a compra de presentes para o Dia dos Pais neste ano. Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), os produtos usualmente escolhidos para presentear na data registraram uma alta média acumulada de 4,09% em 12 meses. O porcentual, que ficou abaixo da inflação geral do País (4,52%), representa uma desaceleração acentuada frente aos 10,37% apurados no ano anterior [tabela 1].

[TABELA 1]

Inflação Dia dos pais Brasil — % acumulado 12 meses até julho

Fonte: IBGE/FecomercioSP

De acordo com a FecomercioSP, os preços estão equilibrados, com parte dos itens registrando variações abaixo da média da cesta, ou até mesmo queda. Ainda assim, a Entidade reforça a importância de pesquisar os preços com antecedência, comparar as formas de pagamento disponíveis e avaliar o orçamento familiar, especialmente em um quadro de instabilidade econômica, inflação elevada e alto nível de endividamento das famílias

Dentre os 30 itens analisados no levantamento, o que mais encareceu foi chocolate em barra e bombom, com avanço de 16,37%, pressionado pela escalada internacional do cacau. Na sequência, perfumes (12,25%), videogames/consoles (11,24%) e produtos para barba (9,19%), para cabelo (8,18%) e para pele (6,31%), que também subiram de forma expressiva. Computador pessoal (8,87%), bijuterias (6,21%) e livros não didáticos (5,97%) foram outros itens que superaram a variação média da cesta. 

O setor de vestuário e calçados, que costuma ser o de maior procura para a data, apontou encarecimento mais contido. Os calçados puxaram o grupo, com alta em sapato masculino (6,66%), tênis (6,02%) e sandália/chinelo (5,16%). Dentre as roupas, agasalhos (4,22%), calças (4,21%), bermudas/shorts (3,61%) e camisas/camisetas (2,53%) tiveram reajustes intermediários; a cueca destoou, com leve recuo de 0,75%.

Já os alimentos e eletrônicos aliviaram a conta. O café moído apresentou o maior recuo, ficando 17,13% mais barato — após choque da alta de mais de 76% no ano passado. Com o real mais forte em relação ao dólar, a importação de componentes e produtos ficou mais barata, o que contribuiu para a queda dos preços de aparelhos de som (-5,14%), telefones (-1,89%), vinhos (-1,58%), televisores (-0,36%) e bicicletas (-0,04%). 

Na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), a cesta subiu 4,9% em 12 meses, ante 10,96% no mesmo intervalo de 2025. Chocolate (17,79%) e produtos para barba (14,86%) e cabelo (11,42%) são as principais altas; no sentido oposto, as quedas apareceram novamente no café moído (-17,83%) e no vinho (-4,34%) [tabela 2].

[TABELA 2]

Inflação Dia dos pais — % acumulado até julho

Região Metropolitana de São Paulo

Fonte: IBGE/FecomercioSP